Capítulo 16 - O primeiro tiro no alvo
Autismo

Capítulo 16 - O primeiro tiro no alvo


Eu dormia cerca de 03 a 04 horas por noite só para ficar pesquisando, lendo, analisando, bocejando... Quando eu conseguia dormir tinha vários sonhos estranhos e vários pesadelos. O Nicolas aparecia neles correndo para bem longe de mim e eu tentando alcançá-lo. Outras vezes eu estava em um banco de jardim conversando com alguém e ele tentava falar comigo, mas eu não ouvia. Ele gritava “mamãe” ao meu lado, mas eu nem olhava para a direção dele.

Na noite anterior, antes de irmos ao psiquiatra, foi a mesma rotina: li durante nem sei quanto tempo e tive pesadelos nos poucos momentos que dormi. Enquanto estávamos no carro, a caminho da psiquiatra, eu tentei manter meus olhos bem abertos, mas era tão longe que eu cochilei várias vezes no carro e, a cada cochilo de 10 segundos que eu dava, eu sonhava instantaneamente com algo horrível. Ao chegarmos no consultório acho que a médica pensou que eu fosse a paciente porque estava com cara de louca. Olheiras fundas, meio descabelada, andando com aquele aspecto cansado e com cara de poucos amigos. Quando ela nos atendeu, pensei comigo: “Estamos totalmente ferrados! Ela deve ter uns 17 anos no máximo!” Óbvio que entra aí toda uma hipérbole, mas a carinha de criança dela me remetia a falta de experiência. Desanimei.

(...)

*Leia mais no livro "Meu filho ERA autista" - informações: [email protected]



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- Nicolas E Fábio Porchat
Nicolas e Fábio Porchat. Foi emocionante!!!! Para quem acompanhou a saga no Facebook, já sabe que foram momentos de muita emoção. Nicolas, Alexsander e eu chegamos ao Shopping Frei Caneca na maior emoção, pois havia chegado o grande dia do Nicolas...

- Carrossel
Enquanto nos dirigíamos para a cabine que vendia a ficha que dava direito a uma volta no brinquedo, eu fui falando com o Nicolas: - Lembra, amor, que nós vínhamos aqui com você brincar? Nossa, eu adorava quando você estava no carrossel e sorria....

- Desespero
Enquanto estávamos naquela sala de psiquiatria eu só conseguia ver a sombra das pessoas. Estava tudo embaçado e meu coração parecia que ia parar.   Nem me lembro como eram os médicos, só me lembro que havia mais de um na sala. Fiquei atordoada...

- CapÍtulo 13
Nossas tentativas em buscar algum tratamento ou diagnóstico para o Nicolas ficavam cada vez mais doídas.A segunda psicóloga nos disse que o Nicolas era uma criança normal, que seu único problema é que ele era muito mimado e que nós estávamos estragando...

- Capítulo 7
Outro fato é que o Nicolas nunca gostou de manter contato com outras crianças ou com grupos grandes de pessoas e tinha uma facilidade incrível para ignorar tudo o que estivesse à sua volta. A primeira vez que saímos com ele para um lugar mais agitado,...



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